Gerir o dinheiro a dois pode ser muito mais fácil

Para mim sempre fez sentido pensar que o “meu” dinheiro ou o dinheiro “do Rubim” é o nosso dinheiro. Sempre funcionámos assim!

Somos uma família e o dinheiro que conseguimos ganhar é da “nossa” família!

A vida a dois leva a um aumento de despesas e pode ser um foco de discórdia e levar a graves discussões no seio de um casal, criando despesas difíceis de suportar, créditos a descobertos e, consequentemente, problemas na própria relação conjugal.

Se pensarem bem… gerir o dinheiro é algo difícil e chato! As contas aparecem e há que pagá-las e se forem dois a pensar nas melhores opções tudo se torna menos difícil.

Por isso vamos tratar deste assunto “dinheiro dos dois” com muita maturidade seguindo algumas dicas importantes…

 

Quando o dinheiro é dos dois

Gerir o dinheiro a dois pode ser muito mais fácil

Devem falar abertamente sobre o tema

Algumas pessoas vêm o tema dinheiro como um tema tabu, mas digo-vos… é muito importante conversarem sobre ele!

O diálogo é uma ferramenta essencial para resolver qualquer foco de conflito seja ele financeiro, conjugal, sobre saúde ou filhos.. e deve ser usado para resolver divergências e chegar a consensos.

Não podemos esquecer que somos pessoas diferentes com hábitos financeiros diferentes. Por isso, um ponto importante é conhecerem bem a vossa cara-metade financeiramente falando, algo que, muitas vezes, só vimos a descobrir verdadeiramente quando vamos viver juntos.

Se uma das metades do casal tem hábitos incomportáveis para o orçamento comum, mais importante do que fazer proibições é chegar a consensos, a acordos ou a cedências que satisfaçam ambas as partes. Caso contrário, isso pode levar a desconfianças e a desonestidade por parte de uma das metades.

Falem abertamente para que a vossa vida financeira seja levada “saudavelmente”!

 

Conta conjunta ou separada

Quando pensamos no tema dinheiro a dois pensamos logo… e as contas do banco?!

Viver a dois implica a partilha e a resolução dos problemas em conjunto, mas não exige necessariamente que o casal crie uma conta conjunta.

Manter contas bancárias separadas mantém a autonomia do casal, sem desprezar os gastos comuns, o que também é uma mais valia do ponto de vista psicológico.

O importante passo de juntar as contas numa conta conjunta deverá ser dado em consciência e depois de avaliarem as vantagens.

 

Organizem-se

A organização é a base de todas as boas empresas ou negócios… e a partir deste momento vocês devem gerir o vosso dinheiro com muita organização.

Ser organizado é meio caminho andado para evitar despesas adicionais. Estabeleçam juntos um plano de despesas mensais inicial e tentem equilibrá-lo com os rendimentos do casal. Uma planificação cuidada evita muitas discórdias futuras.

Podem também aproveitar e elaborar um plano de objectivos futuros, … se pretendem ou não ter filhos, se vão viajar nas férias, se pretendem comprar um carro novo , por exemplo… este tipo de planeamento vai fomentar bons hábitos de poupança ao mesmo tempo que melhora a entrega e confiança do casal na própria relação.

Devem saber ao cêntimo, onde gastam o vosso dinheiro. Só ao manterem um registo das vossas finanças é que vão, ficar a conhecer verdadeiramente os vossos hábitos de consumo e corrigir algumas falhas sempre que detectarem consumos excessivos pouco importantes.

Podem utilizar o software de gestão de finanças Boonzi que vos ajudará de forma muito rápida e fácil a perceber a vossa vida financeira e a fazer a gestão mensal do vosso orçamento. O Boonzi é gratuito!

Já falei dele aqui no blog – http://www.monicasofia.pt/sabem-quanto-gastam-por-mes/

Gerir o dinheiro a dois pode ser muito mais fácil

Despesas mensais a dois

Um dos passos difíceis é juntar as despesas mensais. A electricidade, a água, gás, telemóvel,… e até mesmo outros gastos como a gasolina, portagens, etc, devem ser revistos e partilhados num orçamento único… mesmo que hajam 2 casas ainda para gerir.

Só assim poderão saber de que forma conseguirão poupar a dois.

Há sempre boas opções como alugar uma das casas, utilizarem só um carro para irem para o trabalho, mudarem os tarifários do telemóvel… entre outras.

 

Orçamentem também o lazer

O lazer é muito importantes para o bem-estar pessoal e do casal.

É importante pensarem que devem criar um orçamento para gastos que vos possam “fazer felizes”, quer individualmente ou em casal.

Este orçamento pode incluir a ida a um spa ou cabeleireiro, ao cinema, um jantar romântico todos os meses ou umas férias de sonho… Já sabem, se planearem e pouparem para esse objectivo, nunca serão apanhados desprevenidos.

 

O dinheiro não pode tirar a felicidade

Se o vosso orçamento mensal não chega para as despesas, a primeira opção não deve passar por contraírem créditos ou por procurarem um segundo emprego, soluções que vos levarão a contrair uma dívida ainda maior ou a hipotecar o vosso tempo livre para trabalhar para pagar alguns vícios que podem ser dispensáveis.

Optem primeiro que tudo por cortar no que pode ser dispensável, como por exemplo alguns vícios que possam ter como o tabaco, saídas à noite, compras desnecessárias, etc. e só depois optem por outras estratégias.

Por isso é que é tão importante fazerem aquele planeamento inicial das despesas conjuntas.

Se precisarem de ajuda para consolidação de créditos, de forma a baixar despesas fixas mensais podem sempre contactar o Dr. Finanças, uma empresa vocacionada para este tipo de problemas financeiros.

 

Imprevistos acontecem

Infelizmente os acidentes e as doenças não acontecem só aos outros e, quando menos esperamos, aparecem despesas inesperadas.

É muito importante estarem preparados para estas eventualidades.

Quando fizerem orçamentos à vossa coloquem lá um item que diga “imprevistos”… e ponham de parte um extra mensal, que servirá como uma poupança para cobrir estes imprevistos.

É muito importante pois um imprevisto pode estragar o vosso orçamento mensal e demorar meses a recompor.