Sal, um ingredientes que torna a nossa comida mais apetitosa, mas não só…

Os minerais encontrados no sal são vitais para o bom funcionamento das nossas enzimas e já há quem diga que ajuda a melhorar o humor e a combater a depressão.

Mas há o lado mau, e todos já sabemos que o excesso de sal é o principal responsável no desenvolvimento de doenças cardiovasculares ou hipertensão, por isso é tão importante conhecermos os vários tipos de forma a sabermos qual a melhor opção.

Apesar de terem todos sódio na sua composição, existem algumas diferenças na quantidade desse sódio, na presença de outros minerais, na sua aparência, textura e sabor.

 

Os vários tipos de “sal”

Os mais conhecidos

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  • De Cozinha ou “Refinado”: é o mais comum e o mais utilizado na culinária. Não é muito saudável pois passa por um processo de refinamento com a adição de substâncias químicas que ajudam a deixá-lo mais branco e solto, perdendo as propriedades nutritivas. Cada grama deste sal tem 400 mg de sódio, é veneno para o nosso organismo.

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  • Grosso: produto bruto da cristalização da salmoura concentrada vinda da água do mar. Ao contrário do sal comum, só passa pelo processo de extração, por isso que seus grãos são grandes e disformes. É utilizado para conservar comida pois preserva as propriedades dos alimentos e evita que ressequem. Bom para temperar carnes, principalmente para churrasco. Um grama possui 400 mg de sódio.

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  • Marinho: Preserva mais sais minerais do que o sal de cozinha por não ser tão processado, por isso torna-se uma opção mais saudável. O sal marinho é obtido pela evaporação da água do mar e seu conteúdo mineral lhe dá um sabor diferente do sal de mesa, que é obtido a partir de rochas e é raspado manualmente por isso é mais caro do que o sal de cozinha. Pode ser grosso, fino ou em flocos, e dependendo da região de onde é retirado e de sua composição mineral pode ser branco, rosa, preto, cinza ou de uma combinação de cores. Apresenta em cada grama cerca de 420 mg de sódio.

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  • Flor de sal:  É conhecido como uma das mais delicadas versões do sal. O ideal é acrescentá-lo após o preparo, quando o fogo já estiver desligado. É extraído da camada mais superficial das salinas e, devido à ação do vento, adquire o aspecto de pequenos cristais. É conhecido por conferir uma textura crocante às preparações. Essa variedade contém muito sódio (um grama contém 450 mg de sódio), além de conter uma grande quantidade de magnésio, iodo e potássio. Apresenta um sabor mais intenso e textura crocante, sendo indicado acrescentar após a preparação do alimento.

 

As opções um pouco mais saudáveis

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  • Defumado: Este sal é defumado pelo fumo frio proveniente da queima de barris de carvalho usados no envelhecimento de vinho. A aparência cinza revela um gosto levemente adocicado. Em alguns locais, este é produzido ao colocar o sal comum em contato com a fumaça da queima de uma madeira aromática, como carvalho ou cerejeira. Essa versão salina é bastante versátil e combina com pratos vegetarianos, carnes, aves e peixes. Tem quase a mesma quantidade de sódio do sal comum, uma grama contém 395 mg de sódio.

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  • Light: enquanto o comum tem em sua composição 99% de cloreto de sódio (NaCl), o light tem 50% de cloreto de sódio e 50% de cloreto de potássio (KCL), assim é indicado para pessoas que têm restrição a ingestão de sódio. Entretanto, indivíduos com doenças renais não devem utilizá-lo. Possui um sabor um pouco amargo. Deve ser usado nas mesmas quantidades que o tempero comum, ou seja, não deve ser usado em excesso por ser “light”.

kosher

  • Kosher: Este sal não é refinado, é naturalmente mineral e costuma ser mais salgado que o sal de mesa. Utilizado para preparar carnes kosher, um prato judeu, pois ajuda a remover o sangue rapidamente. Não dissolve tão rápido quanto o sal de cozinha e não é iodado. A sua textura grossa facilita na hora de usá-lo e salpicá-lo sobre a comida durante ou depois da preparação.

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  • Do Hawaii: possui coloração rosa avermelhada por causa da presença de uma argila havaiana chamada Alaea, rica em dióxido de ferro, daí o sabor ferroso suave que apresenta. Os seus grãos são maiores que os do sal comum e tem quase a mesma quantidade de sódio encontrada no sal comum (um grama possui cerca de 390 mg de sódio), portanto, cuidado ao utilizar.

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  • Da Índia ou Negro: trata-se de um sal também é conhecido como Kala Namak e é obtido em reservas naturais da região central da Índia não refinado procedente da Índia. Possui propriedades nutritivas como cloreto de cálcio, magnésio e potássio e além da cor ser totalmente diferente do sal tradicional, o sabor é mais acentuado e mais sulfuroso, sendo ideal para temperar carnes, peixes e utilizado na finalização de pratos. Em um grama contém 380 mg de sódio. Sua textura é crocante e muito solúvel e, por isso, é ideal para ser adicionado aos molhos, saladas e massas.

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  • De Aipo: é basicamente o sal de mesa misturado com grãos de aipo, secos e moídos. É utilizado para dar sabor aos caldos, sopas, molhos e carnes grelhadas em geral. Em um grama contém cerca de 390 mg de sódio.

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  • Azul da Pérsia: é um dos mais raros e caros do mundo. Este vem das minas antigas de Pérsia e deve a sua especial coloração a uma variação natural da rede cristalina. Tem baixo teor de sódio e alto teor de potássio. Apresenta um sabor acentuado e ao final um agradável sabor picante. Pode ser usado em todos os tipos de alimentos e também como decoração.

 

As melhores opções

  • Rosa dos Himalaias: O sal rosa é integral e mais de 80 tipos de minerais, principalmente ferro, manganês, cálcio, potássio, manganês, selênio, zinco, cobre, iodo,… necessários para o bom funcionamento do corpo humano. É considerado e recomendado por especialistas como o mais saudável do mercado. Este sal é encontrado nos pés da montanha do Himalaia, uma região que já foi banhada por mar, por isso é um pouco mais caro que os outros sais importados. O Sal rosa dos Himalaias é um dos mais antigos sais de que há registo, desde há cerca de 250 milhões de anos. Os cristais permaneceram ao longo do tempo no seu estado puro, sem alterações provocadas por substâncias poluentes existentes noutros locais de onde se extraem sais do oceano. Dada a sua riqueza e permanência das suas características no estado praticamente puro, é utilizado, tanto na culinária, como para fins terapêuticos. A sua estrutura celular única permite o armazenamento de energia vibracional, sendo, por isso, um sal energicamente muito rico e facilmente absorvido pelo organismo. Uma grama contém 230 mg de sódio.

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  • Rosa do Peru: tem como origem um oceano muito antigo que secou e o sal ficou preso nos subterrâneos das montanhas no Vale Sagrado dos Incas no Peru. A água salgada nasce no subsolo em pequenas poças e, com a evaporação, dá origem aos cristais de tom rosado. Os seus grãos têm um elevado índice de humidade, com uma aparência “peganhenta”, além de um sabor forte. Este sal está entre as opções com menor teor de sódio, uma grama contém 250 mg de sódio, sendo ideal para temperar peixes crus, frutos do mar e aves

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  • Líquido: obtido pela dissolução de sal marinho em água mineral. Tem sabor suave e pode ser adicionado a todos os alimentos, principalmente em saladas. Esta versão salga menos e tem menos sódio do que os convencionais (110 mg de sódio)..

Apesar destas opções, podemos sempre substituir o sal pela conjugação de ervas finas como oregãos, manjericão, alecrim, salsa, cebolinho, alho e cebola nos cozinhados, tornando as refeições bem mais saudáveis.