Hoje é o dia do nosso aniversário de namoro… o nosso amor faz hoje 14 anos! E nós estamos de parabéns!

Destino… quando penso na minha “História de Amor”, penso sempre na palavra Destino…

“Destino –  diz respeito a ordem natural estabelecida do universo. Geralmente é concebido como uma sucessão inevitável de acontecimentos provocados ou desconhecidos. …”

Sim, porque acredito que eu e o Rubim estávamos destinados a estar juntos!

14 anos de muito amor, paixão, amizade e cumplicidade

 

Nunca mais me esqueço do último dia dos namorados que passei sem namorado.

Convidei uma amiga e uma tia, que apareceu com uns amigos, para passarmos o fim de noite juntas pois estávamos solteiras. Não que isso fosse motivo de comemoração mas pelo simples facto de não estarmos sozinhas quando o desejo de todas era estarmos verdadeiramente acompanhadas, se é que me faço compreender. Nesse dia desejei muito uma cara-metade, alguém que realmente me amasse e respeitasse.

Desejava uma alma que me completasse, não um qualquer mas “o tal”.

Fazendo um flashback no tempo, o Rubim sempre fora o meu calcanhar de Aquiles. Deixava-me fraca cada vez que falava comigo. Era o homem que me tirava do sério e o nosso romance de adolescentes deixou marcas difíceis de serem superadas por outros.

Quando olhava para ele sentia um orgulho tão grande pois para mim ele era um homem completo… Lindo, inteligente e romântico. Talvez a diferença de idades, que naquele tempo se fazia sentir com maior destaque, fosse um dos motivos para o idolatrar, era muito experiente e eu uma menina sonhadora.

A nossa vida seguiu o seu caminho e quando uma vez uma senhora, que diziam ter “poderes”, e onde decidi ir por curiosidade de adolescente, me disse – “o homem com quem vai ficar já foi seu!”… Não queria acreditar! Pensei em todos, menos nele e não queria nenhum, como podia ser possível…

Dois dias depois daquele dia dos namorados recebi um telefonema, era o Rubim, para saber como estava e para combinar um encontro comigo. Disse-lhe que iria sair nessa noite e ele foi ter comigo.

Divertimos-nos muito e foi difícil a separação apesar de não ter acontecido nada entre nós nesse dia. Combinámos um lanche em sua casa no dia seguinte.

Estava nervosa pois apesar de o desejar, tinha medo de me envolver e sair magoada.

Fui, e nessa tarde ele reconquistou-me.

 Depois do lanche pediu-me para dançar com ele uma Kizomba. Achei estranho o seu pedido mas acedi e durante essa dança roubou-me um beijo.

 Envolvemos-nos e voltei a sentir o que mais recordei dele e o que mais me fez falta nesses anos todos… o seu cheiro. Que saudades tinha do seu cheiro! Lembrava-me como se fosse o primeiro dia daquele cheiro inconfundível e o qual me levava vezes sem conta ás perfumarias só para por momentos sentir que estava ali comigo.

Conto esse dia como o 1º dia da nossa vida em comum, desde esse dia nunca mais nos largámos e acredito que apesar de termos tido os nossos caminhos para evoluirmos como seres humanos, esses caminhos tinham de um dia se cruzar para sermos felizes.

O que vivemos em adolescentes foi muito bonito e marcou nos muito, o respeito que ficou fez com que desejássemos uma continuação. O facto de nos reencontrarmos passado uns anos trouxe mais maturidade e um desejo de continuar a crescer mas em conjunto.

Acredito que a força do pensamento também dá uma ajudinha para a concretização dos nossos sonhos pois eu desejei muito este amor e desejei-o muito a ele em adolescente. Desejei-o com tanta força que um dia ele veio.

Se esse era o meu destino? Acredito que sim. Só podia ser!

Ainda bem que não podemos fugir ao nosso destino, pois o meu preparou me esta surpresa maravilhosa, … a de amar, ser amada e ter uma família feliz.

Agora vivo o dia dos namorados todos os dias, sem nunca me esquecer dos desejos que pedi no último dia dos namorados que passei sozinha, sem Valentim, o desejo de amar e ser amada. Encontrei o verdadeiro amor!